quinta-feira, 5 de março de 2009

Essas meninas.

E ao cair da noite.

Embaixo das cobertas...
Logo abaixo.
Não eram muitas.
Cobertas de anseios e desejos,
Sonolentas...

Tão estranhas, tão...

E sentem frio e
Estão com calor...
Essas meninas...
Tão mulheres.

Dormem.
E ao vê-la
Tão pequena,
Tão inocente
Todos seus sonhos
E inquietações,
Logo aparecem,
Aparecem e vão.

Acordo-a sutilmente
Engano-me e acerto.

E me olha nos olhos,
Nem tão pequena.
Nem tão inocente
Mas...
Que medo tenho,
De quebrá-la, afinal...

E ao amanhecer,
Já és tão diferente,
Mas ainda assim...
Pareces tão bela,
E mexe nos cabelos e
Sorrisos...

Com vergonha
Do seu próprio umbigo.
E não da tinta na sua pele.
Somos duas
E tu és tão...

E se envaidesse
e se envergonha,
Vai e desses...
Se esconde e reaparece,
Não precisas!
Pois és...
Uma pequena garrafa.
Minha garrafinha.

E tens a mim a seus pés.

Um comentário:

Edu disse...

Tão cedo a noite cai e essas meninas se revelam mais que mulheres, quase musas, intocáveis em seus mantras misteriosos.
Bravo! Adorei, continua escrevendo.